Os Programas
Programa Educação para o Trabalho – Novas Conexões
HISTÓRICO
Em 1996, o Senac São Paulo, por meio de uma iniciativa inovadora, desenvolveu o Programa Educação para o Trabalho, direcionado a jovens desfavorecidos economicamente e de limitadas possibilidades de inserção profissional e social.
Por meio de uma metodologia transformadora – aprender a aprender -, o Programa direcionava forças para o desenvolvimento de jovens cidadãos, autônomos e críticos, estimulando-os para a realização de mudanças significativas em suas vidas por meio do trabalho na busca de melhor qualidade de vida para todos.
Na 1ª edição, a proposta fundamentava-se na busca pelo desenvolvimento de competências básicas e gerais exigidas para inserção do jovem no mercado de trabalho e ao mesmo tempo introduzi-lo às ferramentas básicas de informática disponíveis nos ambientes de trabalho.
Nesta época, já era evidente o interesse do mercado de trabalho por um profissional capaz de conviver com as diferenças, ser capaz de trabalhar em equipe, se adaptar as constantes mudanças e se sentir desafiado para buscar melhorias de vida, beneficiando-se da tecnologia, principalmente no que diz respeito à informática. Tratava-se da “era da inclusão digital”. Ser sensibilizado para essas condições e caminhar nessa direção constituía-se fator fundamental de garantia para a empregabilidade.
Respeitando os valores do Senac como instituição de ensino que prima pela constante inovação tecnológica e educacional, acompanhando as tendências de mercado e atentos às necessidades e inquietações dos jovens, o Programa teve suas pretensões ampliadas e reformuladas em sua 2ª edição, concretizada no ano de 2006. A apropriação das ferramentas de informática – na “era da sociedade da informação” – passou a ser condição “sine qua non” para aquele que pretendia fazer parte do mercado de trabalho.
O público que o Programa se propunha atender – jovens excluídos socialmente, oriundos de camadas menos favorecidas da população e com reduzidas chances de competir e ingressar em um mercado de trabalho cada vez mais reduzido e exigente – advinha de uma condição social e de uma história de vida escolar que comprometiam seu deslanchar produtivo e seu posicionamento enquanto cidadão.
Novas ações foram propostas no Programa para suprir as carências educacionais e sociais e aproximar dignamente esses jovens da sociedade, considerando como principal porta de entrada para esta inclusão, o trabalho.
Intensificou-se a ampliação de atividades que pudessem favorecer e enriquecer a visão de mundo dos jovens participantes, como por exemplo, a reflexão e análise das questões relacionadas à comunidade, para se pensar em propostas de solução de problemas que pudessem trazer benefícios para o entorno. Os grandes desafios passaram a ser: a convivência com as mudanças de forma a antecipar-se aos fatos, a apropriação do conhecimento, da tecnologia, das relações essenciais para a inclusão social e profissional e o olhar atento para as questões relacionadas à sua comunidade.
Em 2007, nova e crítica leitura foi direcionada ao Programa e partindo de um olhar mais atento, novas tendências foram levantadas para manter e impulsionar uma educação de qualidade.
A expansão e a necessidade de realinhamento da área de Desenvolvimento Social com as diretrizes da Proposta Pedagógica do Senac, desencadeou questionamentos sobre os resultados efetivos de seus projetos, incluindo o Programa Educação para o Trabalho.
Partindo da avaliação sistemática do Programa, em seus 11 anos de existência, pesquisas e estudos foram realizados na intenção de verificar seus impactos na vida dos jovens, de suas famílias e da sociedade, assim como o papel do Senac e de seus educadores neste processo.
Neste momento, alunos, pais, docentes, responsáveis técnicos, empresas parceiras foram ouvidos. Acrescentou-se a estes estudos, uma análise sobre os processos educacionais adotados, e sobre o mundo do trabalho e suas demandas, buscando novos olhares ao Programa, o que resultou na 3ª edição do Programa Educação para o Trabalho – Novas Conexões, ano 2008.
A nova edição respeita um planejamento por competências, considerando o que aprender, como aprender e para que aprender. Os eixos temáticos foram atualizados para atender a realidade atual do mundo do trabalho, da educação, e das aspirações e necessidades dos jovens, minimizando o isolamento entre educação e trabalho, provocado pela educação formal.
Partindo do desenvolvimento das competências básicas e gerais, o Programa trabalha na perspectiva de ampliar as possibilidades de inclusão para o mundo do trabalho e geração de renda, considerando as múltiplas possibilidades de atuação dos jovens.
Visa atender a uma nova sociedade – a sociedade do conhecimento – e uma das suas premissas básicas é o posicionamento das conexões virtuais e presenciais como possibilidade de inserção profissional e social, objetivando o desenvolvimento do sentimento de pertença e participação.
Mais do que antecipar-se aos fatos e adaptar-se as mudanças, a necessidade passa a ser por um jovem protagonista, capaz de provocar mudanças, pensar globalmente e agir localmente. Neste sentido, a participação social torna-se uma condição para provocar o desenvolvimento de um ser político e democrático. A visão do todo e um pensar sistemático passa a ter significado na medida em que suas atitudes empreendedoras venham impactar positivamente em suas relações e em suas vidas.
1. Objetivo Geral
Contribuir para a inclusão de jovens socialmente desfavorecidos, por meio do desenvolvimento de competências que ampliem as possibilidades de inserção no mundo do trabalho, geração de renda e participação na sociedade.
2. Objetivos Específicos
Desenvolver competências que favoreçam um posicionamento empreendedor, ético, cidadão e ecológico.
Favorecer o autoconhecimento na busca do desenvolvimento pessoal e profissional alinhado a estética ambiental e das relações humanas.
Desenvolver a capacidade de perceber, aproveitar e gerar soluções criativas para a sua inserção, permanência e atuação crítica no mundo do trabalho.
Desenvolver a capacidade de considerar a diversidade das relações e a coletividade nas decisões.
3. Perfil do Egresso
O egresso terá aprendido a perceber-se como indivíduo e a projetar o seu plano de vida por meio da identificação autônoma de seus limites e potencialidades.
Terá aprendido a conviver e a relacionar-se por meio do diálogo, organizando autonomamente o pensamento, construindo opiniões críticas, adquirindo confiança para expressar seu ponto de vista considerando as diferenças.
Terá a sensação de pertença humana, comunitária e planetária, agindo de maneira responsável, ética, cidadã e ecológica em todos os contextos.
Compreenderá as redes de relações sociais e tecnológicas, atuando sobre as mesmas como cidadão, reconhecendo-se como agente político que participa e decide.
Estará preparado para identificar oportunidades, dentro de uma visão empreendedora para inserir-se no mundo do trabalho e na sociedade.
Terá aprendido a examinar as situações, considerando-as nas suas dimensões parcial e total e estabelecendo conexões entre elas dentro de uma visão sistêmica a fim de perceber as relações de causa e efeito para tomar decisões.
4. Competências Gerais do Programa
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Refletir sobre sua identidade pessoal, social, profissional e política, identificando autonomamente as competências que percebe como necessárias para sua inserção no mundo do trabalho.
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Conviver e relacionar-se por meio do diálogo, organizando autonomamente o pensamento, construindo opiniões críticas, adquirindo confiança para expressar seu ponto de vista considerando as diferenças.
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Desenvolver a sensação de pertença, baseada no conhecimento e na apropriação dos seus direitos e deveres como cidadão a fim de agir de modo consciente na coletividade.
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Posicionar-se de maneira ética, cidadã e ecológica em todas as instâncias e em todos os relacionamentos – sociais, familiares, profissionais e comunitários.
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Identificar a dimensão coletiva dos acontecimentos, agindo politicamente para entender problemas, refletir sobre eles a fim de encontrar maneiras diferentes e criativas de resolvê-los e propor soluções.
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Identificar oportunidades, assumindo atitude empreendedora em sua relação com o mundo do trabalho e nos diferentes contextos – família, escola e Comunidade – em que possa contribuir e atuar.
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Reconhecer as redes de relações sociais, compreendendo sua importância para a organização e para o funcionamento do mundo atual, ampliando assim suas possibilidades de inserção.
5. Estrutura Curricular do Programa
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Eixo de Integração |
Instrumentais de Trabalho |
Carga Horária |
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Plano de Ação na Comunidade
Plano Profissional ou Plano de Negócios
Tecnologia
Blog
Redes Sociais e Desenvolvimento Local
Política e Democracia
Cultura Empreendedora
Pensamento Sistêmico |
Desenvolvimento Humano |
24 |
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Desenvolvimento Pessoal |
27 |
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Comunicação |
27 |
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Atitude Empreendedora |
27 |
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Sistemas e Processos Organizacionais |
30 |
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Excelência no Atendimento e Relacionamento com o Cliente |
30 |
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Vivência |
30 |
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Carga Horária (h) |
135 |
Carga Horária (h) |
195 |
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Carga Horária do Programa – 330 horas |
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Encontro de Pais |
10 horas |
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Atividade Cultural |
10 horas |
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6. Desenvolvimento do Programa
O Programa conta com 1 (um) Eixo de Integração e 7 (sete) Instrumentais de Trabalho – Desenvolvimento Humano, Desenvolvimento Pessoal, Comunicação, Atitude Empreendedora, Sistemas e Processos Organizacionais, Excelência no Atendimento e Relacionamento com o Cliente e Vivência. Cada instrumental agrega conhecimentos, habilidades e valores ao perfil pessoal e profissional do participante. Em cada um deles estão previstas atividades e visitas orientadas que aproximam o jovem de sua realidade local.
Como o próprio nome diz, o Eixo de Integração funciona como integrador de todos os eixos temáticos abordados nos Instrumentais, dando sentido e unicidade ao Programa. Numa perspectiva complexa – de complexus, tecido junto –, o Eixo de Integração está entretecido nos Instrumentais, neles se complementa e evolui.
O Programa possui como pilares:
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O desenvolvimento de competências pessoais e profissionais para o mundo do trabalho;
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A tecnologia como ferramenta de trabalho e uma forma de participação na globalização, de aquisição de uma cultura livre e de conectividade em Redes Sociais;
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A participação social e política, por meio da prática do diálogo, do estudo e da análise crítica do seu entorno, para um envolvimento mais consistente com as questões relacionadas à sua Comunidade;
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A metodologia de redes como forma de conexão do jovem com o mundo, visando aumentar suas oportunidades de inserção;
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A construção de uma cultura empreendedora, possibilitando maiores realizações e, conseqüentemente, o exercício do protagonismo juvenil, ocasionando desenvolvimento do capital humano e geração de renda;
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O desenvolvimento de um pensamento sistêmico, considerando a visão parcial e global dos acontecimentos, percebendo a causa e o efeito e a atuação do jovem nesse processo.
Durante a realização do Programa estão propostos 3 (três) Planos de Trabalho a ser desenvolvidos pelos participantes:
- Plano de Ação na Comunidade;
- Plano Profissional ou de Negócios;
- Criação e Gerenciamento de Blog.
7. Orientações Metodológicas
A metodologia utilizada no Programa Educação para o Trabalho – Novas Conexões adota ações participativas e autônomas, a construção do conhecimento e o protagonismo do jovem no seu processo educacional, com foco no “aprender a aprender”, “aprender a ser” e “aprender a conviver”, como forma de desenvolver competências pessoais e profissionais que garantam a formação global do participante e ampliem suas possibilidades de inserção social e profissional.
A arquitetura das “aulas” ou reuniões é centrada na ação e na reflexão crítica, considerando o repertório de cada participante e estabelecendo conexões com as diversas informações, de modo a integrar esses elementos na construção de novos saberes. Explora ao máximo o potencial pedagógico e as possibilidades educacionais das atividades, priorizando, assim, o aprofundamento à diversidade de estratégias, sempre articuladas pelos projetos individuais e coletivos em construção.
8. Estratégias de Aprendizagem
O Programa utiliza-se de estratégias diversificadas, tais como: dinâmicas de grupos, jogos, leitura e interpretação de textos, discussão e debate, estudo de casos, simulações, análise e interpretação de filmes e músicas, atividades de sistematização e construção de conceitos, visitas orientadas e ações pontuais na Comunidade. Acrescenta-se a essas estratégias a Construção e o Gerenciamento de Blog das turmas, desenvolvimento de Planos de Trabalho, conexões com diversos grupos da Comunidade, além de atividades que favoreçam uma cultura empreendedora.
9. Público-Alvo
Jovens socialmente desfavorecidos cujo padrão de oportunidades de desenvolvimento mostra-se incompatível com as atuais exigências de desempenho profissional observadas nos segmentos emergentes do mundo do trabalho.
10. Pré-Requisitos
Jovens de 15 a 21 anos, cursando a partir do 8º ano do Ensino Fundamental (antiga 7ª série), matriculados ou egressos de instituições públicas de ensino e/ou de programas de Educação de Jovens e Adultos, com renda familiar de até 2 (dois) salários mínimos e interesse por questões relacionadas ao trabalho.
O incentivo à inclusão de jovens com deficiência é de fundamental importância e permite a flexibilização destes pré-requisitos.
11. Número de Participantes por Turma
Trinta jovens por turma, já considerando eventuais evasões. Acredita-se que este é um número adequado para garantir o desenvolvimento das atividades propostas e adequado para acompanhamento pelo docente.
12. Selo e Certificado “Empresa que Educa”
O selo “Empresa que Educa” é conferido a empresas ou organizações que, na condição de financiadoras, investem em turmas do Programa Educação – Novas Conexões, seja de forma exclusiva ou em consórcio.
A emissão do selo acompanha um Termo de Autorização que valida sua utilização pelo um prazo de 1 (um) ano a contar da data de sua emissão, sendo que empresas ou organizações poderão utilizá-lo em peças promocionais, embalagens de produtos e veículos internos de comunicação.
O certificado “Empresa que Educa” é conferido a empresas ou organizações que, na condição de apoiadoras, abrem espaço para Vivência dos participantes do Programa Educação para o Trabalho – Novas Conexões.
O certificado é emitido em versão impressa, juntamente com o Termo de Autorização que valida seu uso por 1 (um) ano a contar da data de sua emissão, sendo que empresas ou organizações poderão expô-lo em suas dependências ou em veículos de comunicação interna.
13. Custos para os participantes
O Programa é gratuito, mas os jovens e seus familiares serão responsáveis pelos gastos com refeição e locomoção para as atividades do Programa.
Bibliografia
SENGE, Peter. A quinta disciplina
MORIN, Edgar. Sete saberes necessários à educação do futuro.
11 de setembro, 2008 às 17:10
Estou gostando muito do curso do pet de Itapira!!!
Visitem nosso blog itanovaconexoes.blogspot.com
11 de setembro, 2008 às 17:22
oi como vai vcs ??? aqui no pet de Itapira esta tudo muito ótimo ,estou gostando muit do curço ja fiz muitos amigo ,não se esqueçam da gemte aqui visite nosso blog gostei muito do blog de vcs comtinui assim; vcs estao de parabémssssssssssssss thauuuu ate mais pessoal
23 de setembro, 2008 às 21:57
QUERO DIZER QUE ESTE PROGRAMA EDUC. PARA O TRABALHO – NOVAS CONEXÕES É DEMAIS, PORQUE OS JOVENS SAEM DO SENAC MUITO BEM FORMADOS E INFORMADOS.
A EQUIPE REGINA E DENISE E COMPANHEIROS DE TRABALHO DO PROJETO ESTÃO DE PARABÉNS, É ISSO AÍ TEMOS QUE COLOCAR OS JOVENS PARA PENSAR E REFLETIR O SEU FUTURO DE CABEÇA ERGUIDA.
UM ABRAÇO PROFESSOR AGILDO FCO.