Empreendedorismo

Empreendedorismo designa os estudos relativos ao empreendedor, seu perfil, suas origens, seu sistema de atividades, seu universo de atuação.
Empreendedor é o termo utilizado para qualificar, ou especificar, principalmente, aquele indivíduo que detém uma forma especial, inovadora, de se dedicar às atividades de organização, administração, execução; principalmente na geração de riquezas, na transformação de conhecimentos e bens em novos produtos – mercadorias ou serviços; gerando um novo método com o seu próprio conhecimento. É o profissional inovador que modifica, com sua forma de agir, qualquer área do conhecimento humano. Também é utilizado – no cenário econômico – para designar o fundador de uma empresa ou entidade, aquele que construiu tudo a duras custas, criando o que ainda não existia.

Origem
A palavra empreendedorismo foi utilizada pelo economista Joseph Schumpeter em 1950 como sendo uma pessoa com criatividade e capaz de fazer sucesso com inovações. Mais tarde, em 1967 com Kenneth E. Knight e em 1970 com Peter Drucker foi introduzido o conceito de risco, uma pessoa empreendedora precisa arriscar em algum negócio. E em 1985 com Gifford Pinchot foi introduzido o conceito de Intra-empreendedor, uma pessoa empreendedora mas dentro de uma organização
Uma das definições mais aceitas hoje em dia é dada pelo estudioso de empreendedorismo, Robert Hirsch, em seu livro “Empreendedorismo”. Segundo ele, empreendedorismo é o processo de criar algo diferente e com valor, dedicando tempo e o esforço necessários, assumindo os riscos financeiros, psicológicos e sociais correspondentes e recebendo as consequentes recompensas da satisfação econômica e pessoal.
A satisfação econômica é resultado de um objetivo alcançado (um novo produto ou empresa, por exemplo) e não um fim em si mesma.
Definição
Empreendedorismo é o principal fator promotor do desenvolvimento econômico de um país. Esta é a conclusão do Global Entrepreneurship Monitor, baseado na pesquisa da Kauffman Foundation, the Babson College of Boston and the London Business School, a partir de pesquisas realizadas no Canadá, na França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Japão, EUA, Dinamarca, Finlândia e Israel.
Análise histórica
A palavra empreendedor (entrepreneur) surgiu na França por volta dos séculos XVII e XVIII, com o objetivo de designar aquelas pessoas ousadas que estimulavam o progresso econômico, mediante novas e melhores formas de agir.
Entretanto, foi o economista francês Jean-Baptiste Say, que no início do século XIX conceituou o empreendedor como o indivíduo capaz de mover recursos econômicos de uma área de baixa para outra de maior produtividade e retorno. Mais tarde, o austríaco Joseph Schumpeter, um dos mais importantes economistas do século XX que definiria esse indivíduo como o que reforma ou revoluciona o processo “criativo-destrutivo” do capitalismo, por meio do desenvolvimento de nova tecnologia ou do aprimoramento de uma antiga – o real papel da inovação. Esses indivíduos são os agentes de mudança na economia.
Posteriormente, Peter Ferdinand Drucker, considerado “o pai da administração moderna”, é que amplia a definição proposta por Jean-Baptiste Say, descrevendo os empreendedores como aqueles que aproveitam as oportunidades para criar as mudanças. Os empreendedores não devem se limitar aos seus próprios talentos pessoais e intelectuais para levar a cabo o ato de empreender, mas mobilizar recursos externos, valorizando a interdisciplinaridade do conhecimento e da experiência, para alcançar seus objetivos.
O conceito de empreendedorismo está também muito relacionado aos pioneiros da alta tecnologia do Vale do Silício, na Califórnia. Ainda nos EUA, o Babson College tornou-se um dos mais importantes pólos de dinamização do espírito empreendedor com enfoque no ensino de empreendedorismo na graduação e pós-graduação, com base na valorização da oportunidade e da superação de obstáculos, conectando teoria com a prática, introduzindo a educação para o empreendedorismo através do currículo e das atividades extracurriculares. É notória a atual ênfase dada ao empreendedorismo e a inovação como temas centrais nas melhores Universidades Norte-Americanas.

Século XVII
Os primeiros indícios de relação entre assumir riscos e empreendedorismo ocorreram nessa época, em que o empreendedor estabelecia um acordo contratual com o governo para realizar algum serviço ou fornecer produtos. Richard Cantillon, importante escritor e economista do século XVII, é considerado por muitos como um dos criadores do termo empreendedorismo, tendo sido um dos primeiros a diferenciar o empreendedor (aquele que assume riscos), do capitalista (aquele que fornecia o capital).
Século XVIII
Nesse século o capitalista e o empreendedor foram finalmente diferenciados, provavelmente devido ao início da industrialização que ocorria no mundo, através da Revolução Industrial.
Século XIX e XX
No final do século XIX e início do século XX, os empreendedores foram frequentemente confundidos com os administradores (o que ocorre até os dias atuais), sendo analisados meramente de um ponto de vista econômico, como aqueles que organizam a empresa, pagam empregados, planejam, dirigem e controlam as ações desenvolvidas na organização, mas sempre a serviço do capitalista.

O perfil do empreendedor
Os estudos na área do empreendedorismo mostram que as características ou do empreeendedor o espírito empreendedor, da indústria ou da instituição, não é um traço de personalidade. Para Meredith, Nelson e Nech (apud UFSC/LED 2000 p. 51) “ Empreendedores são pessoas que têm a habilidade de ver e avaliar oportunidades de negócios; prover recursos necessários para pô-los em vantagens; e iniciar ação apropriada para assegurar o sucesso. São orientadas para a ação, altamente motivados; assumem riscos para atingirem seus objetivos”.
O empreendedor tem um novo olhar sobre o mundo à medida que presencia a evolução. Valoriza suas experiências, valoriza seu valor, tomando decisões e decisões acertadas. Abre novas trilhas, explora novos conhecimentos, define objetivos e dá o primeiro passo. De acordo com Gerber (1996), o século XVIII foi marcado por grandes modificações nos processos industriais. A revolução industrial teve início no século XVII, se caracterizando pela mudança dos processos produtivos que eram feitos manualmente e passaram a ser feitos por máquinas. Essa época modificou ou transformou os meios de produção, as relações econômicas, as relações sociais e as relações culturais. Como conseqüência aconteceu a divisão do trabalho, a produção em série e a urbanização. O homem passou a ser visto como uma máquina produtiva e não como gente (Leite, 2000).
Procurando cada vez mais a eficácia, surgiram os grandes pensadores aliados aos interesses dos empresários. Cenários com novas estratégias. Falase em marketing e relações humanas. As idéias de Taylor imperam, porém o consumidor se faz ouvir, surgindo a segmentação do mercado de Sloan: a diversidade, modelos específicos para usuários diferentes. Ela foi colocada em cheque com o mundo da informática, com a nova visão de mundo. Ouviu-se, então, Peter Drucker, considerado o pai da gestão. Colocou-se de lado o mecanicismo e surgiu a preocupação com o indivíduo. Descobriu-se que, para o bom desempenho, auto-estima é vital. Com as tecnologias de informação, o homem passa a ser o centro das atenções.
Hoje, fala-se do “Capital Intelectual” que nada mais é do que: conhecimento, experiência, especialização. Ferramentas ou estratégias utilizadas para se ter sucesso e ser competitivo. A mão-de-obra passa a ser cabeça-de-obra. É o conhecimento e a capacidade gerando novas idéias. O foco está nas pessoas. Assim, o perfil do profissional de sucesso que lidera suas concepções e suas atitudes está em pessoas que conseguem harmonizar esforços individuais ou coletivos e que criam algo novo e criativo.
Segundo Leite(2000), nas qualidades pessoais de um empreendedor, entre muitas, destacam-se:
a) iniciativa;
b) visão;
c) coragem;
d) firmeza;
e) decisão;
f) atitude de respeito humano;
g) capacidade de organização e direção.

Traçar metas, atualizar conhecimentos ser inteligente, do ponto de vista emocional, conhecer teorias de administração, de qualidade e gestão, são mudanças decorrentes da globalização e da revolução da informação. O empreendedor deve focalizar o aprendizado nos quatros pilares da educação: aprender a aprender, aprender a fazer, aprender a conviver e aprender a ser, e com isso, ser capaz de tomar a decisão certa frente à concorrência existente. Novas habilidades vêm sendo exigidas dos profissionais para poderem enfrentar a globalização com responsabilidade, competência e autonomia.
Buscam-se profissionais que desenvolveram novas habilidades e competências, com coragem de arriscar-se e de aceitar novos valores, descobrindo e transpondo seus limites. O futuro é cheio de incertezas, por isso, é preciso refletir sobre: habilidades pessoais e profissionais; criatividade; memória; comunicação; como enfrentar este século. Diferenciar-se dos demais, revalidar seu diploma pessoal e profissional, rever convicções, incorporar outros princípios, mudar paradigmas, sobrepor idéias antigas às novas verdades, este é o perfil do profissional que, trocando informações, dados e conhecimentos, poderá fazer parte do cenário das organizações que aprendem, das organizações do futuro. São mudanças socioculturais e tecnológicas que fazem repensar hábitos e atitudes frente às novas exigências do mercado.
Conquista-se a autonomia profissional quando se é perseverante, determinado, aprendiz, flexível e quando se tem:
• Positividade
• Organização
• Criatividade
• Inovação
• Foco
Essas qualidades ajudam a vencer a competitividade dos tempos modernos. Pela experiência pode-se afirmar que a maioria das pessoas, se estimuladas, podem desenvolver habilidades empreendedoras. Ouve-se e fala-se que o empreendedor precisa ter visão. Visão pessoal. Uma visão que vem de dentro. A maioria das pessoas tem pouca noção da verdadeira visão, dos níveis de significado. Metas e objetivos não são visão. Ser visionário é imaginar cenários futuros, utilizando-se de imagens mentais. Ter visão é perceber possibilidades dentro do que parece ser impossível. É ser alguém que anda, caminha ou viaja para inspirar pensamentos inovadores.
Esse enfoque se volta à disposição de assumir riscos e nem todas as pessoas têm esta mesma disposição. Não foi feito para ser empreendedor quem precisa de uma vida regrada, horários certos, salário garantido no fim do mês. O empreendedor assume riscos e seu sucesso está na “capacidade de conviver com eles e sobreviver a eles” (Degen, 1989, p.11). Gerber (2004), apresenta algumas diferenças dos três personagens que correspondem a papéis organizacionais, quais sejam:
a) o Empreendedor, que transforma a situação mais trivial em uma oportunidade excepcional, é visionário, sonhador; o fogo que alimenta o futuro; vive no futuro, nunca no passado e raramente no presente; nos negócios é o inovador, o grande estrategista, o criador de novos métodos para penetrar nos novos mercados;
b) o Administrador, que é pragmático, vive no passado, almeja ordem, cria esquemas extremamente organizados para tudo;
c) o Técnico, que é o executor, adora consertar coisas, vive no presente, fica satisfeito no controle do fluxo de trabalho e é um individualista determinado.
É importante destacar no pensamento de Gerber (2004) o fato dos três personagens estarem em eterno conflito, sendo que ao menor descuido o técnico toma conta, matando o visionário, o sonhador, o personagem criativo que está sempre lidando com o desconhecido. Os riscos fazem parte de qualquer atividade, sendo necessário aprender a administrá-los, pois eles são um dos fatores mais importantes que inibem o surgimento de novos empreendedores. Um outro fator inibidor é o” capital social” que são valores e idéias que sublimemente nos foram incutidos por nossos pais, professores, amigos e outros que influenciaram na nossa formação intelectual e que, inconscientemente, orientam nossas vidas.
Dessa forma, um pai engenheiro desperta no filho o ideal de seguir a mesma carreira, militares, pilotos, esportistas, até pessoas que raramente vão vislumbrar ou ter interesse numa carreira de empreendedor exercem sua influência na formação das pessoas. É de se considerar, porém, que a avaliação mais objetiva do preparo para empreender é a percepção que a pessoa tem de si própria, refletindo na sua autoconfiança. Com o potencial empreendedor também isso acontece. O que se aprende na escola, nas pesquisas, nas observações, vai se acumulando. O preparar-se para ser empreendedor, portanto, inicia-se com o domínio que se tem sobre tarefas que se fazem necessárias, o próprio desenvolvimento da capacidade de gerenciamento. O que falta, na verdade, é motivação para uma tomada de decisão para se tornar um empreendedor.
Decisões tomadas no cotidiano são inúmeras. Os processos de decisão nem sempre são simples, objetivos e eficientes como deveriam ser pois, se a intuição está de um lado; a análise racional está do outro.
Descrevem-se aqui os oito estilos de decisão, relatados por Cohen,(2001):
• Intuitivo: tenta projetar o futuro, com perspectiva ao médio e do longo prazo, imaginando o impacto dessa ação.
• O planejador: situa-se onde está e para onde se deseja ir, com planejamento e tendo um processo de acompanhamento, adequando à realidade sempre que for necessário.
• O perspicaz: diz que além da percepção é necessário conhecimento.
• O objetivo: sabe qual o problema a ser resolvido.
• O cobrador: tem certeza das informações, vê a importância de medir e corrigir quando o resultado não foi o decidido.
• O mão –na–massa: envolve-se pessoal e diretamente, acredita em grupos para estudos multidiciplinares.
• O meticuloso: junta opiniões de amigos, especialistas, funcionários, tentando se convencer da solução a encontrar.
• O estrategista: decide cumprir sua estratégia de crescimento, tendo percepção do que resolver. Diagnostica o problema para encontrar a solução e sua resolução com eficácia.
A decisão é de cada um. Interagir, refletir, deixar a cada um o momento de uma descoberta e desenvolvendo habilidades específicas para o sucesso da sua escolha é de responsabilidade única e exclusiva. As características comuns que se encontram no empreendedor que fez uma escolha, tanto nas universidades como na sociedade, são difíceis para listar com precisão, porém diferentes autores chegaram a algumas conclusões. Elas dizem respeito às necessidades, conhecimento, habilidades e valores.
As necessidades que se referem a conhecimentos, Lezana (1995, p.78) assim elenca:
• aspectos técnicos relacionados a negócios
• experiência na área comercial
• escolaridade
• formação complementar
• experiência em organizações
• vivência com situações novas.
As necessidades que se referem aos valores, Empinotti (1994), argumenta que são os existenciais, estéticos, intelectuais, morais e religiosos. É preciso, no entanto, ser registrado que, no contexto empresarial, essas características podem se desenvolver e atuar de forma positiva ou negativa. É a personalidade do empreendedor que fará o impacto decisivo para o sucesso.
Teorias do Empreendedorismo
A teoria econômica, também conhecida como schumpeteriana, demonstra que os primeiros a perceberem a importância do empreendedorismo foram os economistas. Estes estavam primordialmente interessados em compreender o papel do empreendedor e o impacto da sua atuação na economia. Três nomes destacam-se nessa teoria: Richard Cantillon, Jean Baptiste Say e Joseph Schumpeter.
Cantillon era um banqueiro que hoje poderia ser descrito como um capitalista de risco, cujo seus escritos revelam um homem em busca de oportunidades de negócios, preocupado com o gerenciamento inteligente de negócios e a obtenção de rendimentos otimizados para o capital investido.
Say distinguiu entre empreendedores e capitalistas e os lucros de cada um. Say considerava o desenvolvimento econômico como resultado da criação de novos empreendimentos e ansiava pela expansão da Revolução Industrial inglesa na França. Cantillon e Say consideravam os empreendedores como pessoas que corriam riscos, basicamente porque investiam seu próprio dinheiro. Na visão de Cantillon, os empreendedores compravam matéria prima, por certo preço com o objetivo de processá-la e revendê-la por um preço ainda não definido. Os empreendedores eram, portanto, pessoas que aproveitavam as oportunidades com a perspectiva de obterem lucros, assumindo riscos inerentes. Say fazia distinção entre empreendedores e capitalistas e entre os lucros de cada um. Ao fazê-lo, associou os empreendedores à inovação e via-os como os agentes da mudança.
Porém, Schumpeter foi quem realmente lançou o campo do empreendedorismo, associando-o claramente à essência da inovação.
A essência do empreendedorismo está na percepção e no aproveitamento das novas oportunidades no âmbito dos negócios, sempre tem a ver com criar uma nova forma de uso dos recursos nacionais, em que eles seja deslocados de seu emprego tradicional e sujeitos a novas combinações. Uma das principais críticas destinadas a esses economistas é que eles não foram capazes de criar uma ciência comportamentalista.
A segunda teoria, dos comportamentalistas, refere-se a especialistas do comportamento humano: psicólogos, psicanalistas, sociólogos, entre outros. O objetivo desta abordagem do empreendedorismo foi de ampliar o conhecimento sobre motivação e o comportamento humano.
Um dos primeiros autores desse grupo a demonstrar interesse foi Max Weber (1930). Ele identificou o sistema de valores como um elemento fundamental para a explicação do comportamento empreendedor. Via os empreendedores como inovadores, pessoas independentes cujo papel de liderança nos negócios inferia uma fonte de autoridade formal. Toda via, o autor que realmente deu início à contribuição das ciências do comportamento foi David C. McClelland.
Nessa linha, McClelland (1972) foi um dos primeiros autores a estudar e destacar o papel dos homens de negócios na sociedade e suas contribuições para o desenvolvimento econômico. Esse autor concentra sua atenção sobre o desejo, como uma forca realizadora controlada pela razão. Para McClelland, um empreendedor é alguém que exerce controle sobre uma produção que não seja só para o seu consumo pessoal. De acordo com a sua definição, um executivo em uma unidade produtora de aço na União Soviética é um empreendedor.
De fato o trabalho de McClelland (1971) está concentrado em gerentes de grandes organizações e, apesar de estar fortemente ligado ao empreendedorismo, uma leitura cuidadosa de seus escritos mostra que ele nunca fez qualquer elo entre a necessidade de auto realização e a decisão de lançar, possuir ou até mesmo gerenciar um negócio.
Outros pesquisadores têm estudado a necessidade de realização, porém nenhum deles parece ter chegado a conclusões definitivas sobre qualquer tipo de conexão com o sucesso dos empreendedores. Alguns autores acham que a necessidade de realização é insuficiente para a explicação de novos empreendimentos; enquanto outros acham que ela não é suficiente o bastante para explicar o sucesso dos empreendedores.
É importante observar que os autores da teoria comportamentalista não se opuseram às teorias dos economistas, e sim ampliaram as características dos empreendedores.
Empreendedorismo no Brasil
No Brasil, o empreendedorismo começou a ganhar força na década de 1990, durante a abertura da economia. A entrada de produtos importados ajudou a controlar os preços, uma condição importante para o país voltar a crescer, mas trouxe problemas para alguns setores que não conseguiam competir com os importados, como foi o caso dos setores de brinquedos e de confecções, por exemplo. Para ajustar o passo com o resto do mundo, o país precisou mudar. Empresas de todos os tamanhos e setores tiveram que se modernizar para poder competir e voltar a crescer. O governo deu início a uma série de reformas, controlando a inflação e ajustando a economia, em poucos anos o País ganhou estabilidade, planejamento e respeito. A economia voltou a crescer. Só no ano 2000, surgiu um milhão de novos postos de trabalho. Investidores de outros países voltaram a aplicar seu dinheiro no Brasil e as exportações aumentaram. Juntas essas empresas empregam cerca de 40 milhões de trabalhadores.
As habilidades requeridas de um empreendedor podem ser classificadas em 3 áreas:
• Técnicas:
Envolve saber escrever, ouvir as pessoas e captar informações, ser organizado, saber liderar e trabalhar em equipe.
• Gerenciais:
Incluem as áreas envolvidas na criação e gerenciamento da empresa (marketing, administração, finanças, operacional, produção, tomada de decisão, planejamento e controle).
• Características pessoais:
Ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, ter ousadia, persistente, visionário, ter iniciativa, coragem, humildade e principalmente ter paixão pelo que faz.
Pesquisas recentes realizadas nos Estados Unidos mostram que o sucesso nos negócios depende principalmente de nossos próprios comportamentos, características e atitudes, e não tanto do conhecimento técnico de gestão quanto se imaginava até pouco tempo atrás. No Brasil, apenas 14% dos empreendedores têm formação superior e 30% sequer concluíram o ensino fundamental, enquanto que nos países desenvolvidos, 58% dos empreendedores possuem formação superior. Quanto mais alto for o nível de escolaridade de um país, maior será a proporção de empreendedorismo por oportunidade.[carece de fontes?]

Definição da palavra
• Robert Menezes – professor de Empreendedorismo da UFCG – comenta:”Empreendedorismo é aprendizado pessoal, que impulsionado pela motivação, criatividade e iniciativa, busca a descoberta vocacional, a percepção de oportunidades e a construção de um projeto de vida ideal.” (MTC – Metodologia para Gestão do Processo de Formação Empreendedora em Universidades – Locus Científico, Vol I,IV, 2007. pp.72-78))
• Eder Luiz Bolson disse que “empreendedorismo é um movimento educacional que visa desenvolver pessoas dotadas de atitudes empreendedoras e mentes planejadoras”.
• Robert Menezes disse que “Empreendedorismo é a arte de fazer acontecer com motivação e criatividade.”(Locus Científico, Vol I, IV, 2007. pp. 72-78))
• Robert Menezes disse que “Ser empreendedor é preparar-se emocionalmente para o cultivo de atitudes positivas no planejamento da vida. É buscar o equilíbrio nas realizações considerando as possibilidades de erros como um processo de aprendizado e melhoramento. Ser empreendedor é criar ambientes mentais criativos, transformando sonhos em riqueza.”
• Louis Jacques Fillion disse que o empreendedor é uma pessoa que imagina, desenvolve e realiza visões.
• Jeffry Timmons disse que o empreendedor é alguém capaz de identificar, agarrar e aproveitar oportunidade, buscando e gerenciando recursos para transformar a oportunidade em negócio de sucesso.
• Hélio Nascimento define o empreendedor como capaz de formar outro profissional melhor que ele.
• Marcelo Benvenuto define o empreendedor como sendo aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados.
• George Bernard Shaw disse que “Alguns homens vêem as coisas como são, e perguntam: Por quê?. Eu sonho com as coisas que nunca existiram e pergunto: “Por que não?”.
Síndrome do Empregado
O termo síndrome do empregado nasceu com o personagem “Seu André” do livro O Segredo de Luísa do autor brasileiro Fernando Dolabela. “Seu André” preocupado em explicar a ineficácia de grande parte dos empregados da sua indústria, disse: “eles estão contaminados com a síndrome do empregado”.
A síndrome do empregado designa um empregado:
• Desajustado e infeliz, com visão limitada;
• Dificuldade para identificar oportunidades;
• É dependente, no sentido que necessita de alguém para se tornar produtivo;
• Sem criatividade;
• Sem habilidade para transformar conhecimento em riqueza, descuida de outros conhecimentos que não sejam voltados à tecnologia do produto ou a sua especialidade;
• Dificuldade de auto-aprendizagem, não é auto-suficiente, exige supervisão e espera que alguém lhe forneça o caminho;
• Domina somente parte do processo, não busca conhecer o negócio como um todo: a cadeia produtiva, a dinâmica dos mercados, a evolução do setor;
• Não se preocupa com o que não existe ou não é feito: tenta entender, especializar-se a melhorar somente no que já existe;
• Mais faz do que aprende;
• Não se preocupa em formar sua rede de relações, estabelece baixo nível de comunicações;
• Tem medo do erro, não trata como uma aprendizagem;
• Não se preocupa em transformar as necessidades dos clientes em produtos/serviços;
• Não sabe ler o ambiente externo: ameaças;
• Não é pró-ativo (expressão que indica iniciativa, vontade própria e espírito empreendedor).
Razões do empreendedorismo
O empreendedorismo busca a auto-realização que quem utiliza este método de trabalho, estimular o desenvolvimento como um todo e o desenvolvimento local, apoiando a pequena empresa, ampliando a base tecnológica, criar empregos, evitar armadilhas no mercado que está incindido.
Partes envolvidas
Características Gerente Empreendedor Intra-empreendedor
Motivação Poder Liberdade de ação, Auto-motivação Liberdade de ação e recompensa Organizacional
Atividades Delega a sua autoridade Arregaça as mangas, Colabora com os outros Delega mas colabora
Competência Administração, Política Negócios, Gerência e Política Empreendedor com mais habilidade Política
Interesses Acontecimentos internos da empresa Tecnologia e mercado Dentro e fora da empresa, mercado
Erros Evitar erros Aprendizagem com erros Erros são evitados, mas aprende-se com eles
Decisões Interage do assunto para depois delegar Visão e decisão própria, Acção versus Discussão Fundamentação
Sistema Burocracia o satisfaz Se o sistema não o satisfaz, constrói o seu Acomoda-se ou provoca curto-circuito
Relações Hierarquia Negociação Hierarquia “amiga”
Caminhos do empreendedor
• Caminho 1 (Auto-conhecimento):
Espaço de sí estreito (Teoria X) versus. Espaço de sí amplo (Teoria Y).
• Caminho 2 (Perfil do empreendedor):
Comparação das características do empreendedor e da pessoa.
• Caminho 3 (Aumento da criatividade):
Dominar os processos internos para gerar inovação e criatividade.
• Caminho 4 (Processo visionário):
Desenvolver uma visão e aprender a identificar oportunidades.
• Caminho 5 (Rede de relações):
Estabelecer relações que possam servir de suporte ao desenvolvimento e aprimoramento da idéia do negócio e sua sustentação.
• Caminho 6 (Avaliação das condições para iniciar um plano):

• Caminho 7 (Plano de negócio):
Metas mensuráveis, flexibilidade no plano, indicadores de evolução, compromisso coletivo, revisão de metas, aprender com a experiência.
• Caminho 8 (Capacidade de negociar e apresentar uma idéia):
Cooperação entre pessoas, parceiros ou empresas para alcançar objetivos de tal forma que todos saiam ganhando.
Características
Uma pessoa empreendedora precisa ter características diferenciadas como originalidade, ter flexibilidade e facilidade nas negociações, tolerar erros, ter iniciativa, ser otimista, ter auto-confiança e ter intuição e ser visionário para negócios futuros. Um empreendedor é um administrador, necessita ter conhecimentos administrativos, ter uma política para a empresa, ter diligência, prudência e comprometimento.
• Abrir a primeira empresa é como ganhar asas!
Ser empreendedor é voar, quando uma pessoa se lança ao desafio de criar um negócio próprio ela está literalmente ganhando asas. A metáfora de voar pela primeira vez e abrir a primeira empresa foi descrita no livro “O Vôo do Camaleão” e ilustra os desafios pelos quais irão passar os empreendedores, bem como suas recompensas pelos riscos assumidos.
• As coisas podem ficar melhores
Um empreendedor deve acreditar que o modelo atual pode ser melhorado. Ele compreende que não será nada fácil traduzir esta frase em resultados e por isso, é a primeira pessoa a aceitar o desafio de mudar. É a primeira pessoa a se responsabilizar caso algo falhe em toda a trajetória do empreendimento. Empreendedores gostam de mudanças.
• A arte de ver mais longe e evoluir com erros
Através de mudanças, se obtém experiências e estas, traduzem-se em ciência, que por sua vez é utilizada para fins evolutivos. Logo não parece ser apenas um golpe de sorte, quando observamos elevado know-how de empreendedores em ambientes de negócios.
Quando há evolução, há melhora. Definitivamente, empreendedores são pessoas que não apreciam situações de normalidade ou mediocridade.
Empreendedores são antes de tudo, pessoas que tem a capacidade de enxergar o invisível. A isso, aplica-se a máxima: Empreendedores possuem visão.
• Empreendedores adoram não como resposta
Inovações em corporações e corporações com inovações, surgem em sua maioria das vezes, em momentos de necessidade. Momentos de necessidade demandam grandes soluções, que por sua vez, demandam grandes idealizadores. Para qualquer solução necessária, exigi-se riscos e tentativas. Riscos e tentativas costumam estar presentes em ambientes dinâmicos e hostis. Em resumo, alguém precisa ter “estrutura” profissional e emocional para ir em direção contrária do fluxo praticado. Em primeira estância e, em 99% das vezes, o primeiro feedback solicitado trará péssimos incentivos. “Não, isto não vai dar certo”. Empreendedores adoram não como resposta, eles seguem adiante exaurindo possibilidades e visionando o por vir.

Mateus

Ata

    É o registro do que se passou numa reunião, num congresso ou em uma convenção, para futura comprvação das discussões e decisões tomadas. Segue uma forma fixa, não se admitindo parágrafos (a não ser o inicial) para se evitarem adulterações. Pelo mesmo motivo, é assinada pelos participantes do encontro logo após a última linha. Deve conter:

  •  Número da data
  • Data e local da reunião
  • Registro do nome dos presentes
  • Pauta,ou ordem do dia, isto é, a descrição do assunto que vai ser tratado
  • Relato dos assuntos tratados, nomeando-se as pessoas que se manifestam
  • Registro das conclusões,soluções. Alem disso, a ata, antes de ser assinada, deve ser lida e aprovada pelos da reunião.

     

                                            ATA nº 0123

         Aos três dias do mês de setembro de dois mil e nove, reuniram-se na sala do Conselho da Têxtil Barretense S.A. os senhores Raul Leonardo Silveira, Paulo de Tarso Marquesi e Mário Luis da Silva para deliberar sobre a remessa (…)

Foi decidido que o envio das próximas remessas será feito através da empresa (…)

                       

LUAN

aviso

A E.E. josé mercelino de almeida

convoca aos senhores pqais para que venham perticipar da reunião escolar,que será feita no dia 27/09/09,onde serão entregues os boletins escolares.

turma da manhã:8h00min.              turma da tarde:16h00min.

     diretor uaslei da comceição                                       direção 26/09/09

 

 

UASLEI

Exemplo de Procuração

Por esse instrumento particular de procuração, eu Julimar Fernandes Ribeiro Jr,portador do RG 123456789 ,CPF 1587432, residente da rua Rodrigo Varello,230A em Severinia noméio e constituo meu bastante procurador o Sr. Paulo Sérgio Pereira portador do RG 3549225 CPF 478526, residente da Rua Severino Shichieri 304A para fim especifico de negociar , junto ao Banco do Bradesco as cotas do fundo de garantia estando autorizado, a vender , ceder assinarassinar recebidos e documentos enfim, praticar todos os atos necessarios ao fiel desenpenho deste mandato.

Severinia,9 de Setembro de 2009

Julimar  Fernandes Riberio Jr

Assinatura do outorgante.

Cartas Comerciais

Banco
Rua:Rui Barbosa .130
Olimpia .Sp

Severinia.3 De Setembro De 2009
Sr.Danty Thuan Bitencourt
Rua:ataide Ferreira Da Silva
SEverinia.SP

Presado Senhor

Venho Comunicar -lhe .que seu nome pode ser levado a justiça.devido ao atraso de seis meses do emprestimo.cujo valor e de $7,000.
Assim Sendo.gostariamos q o senhor comparecesse até o dia 27/09/09,nesse banco,para entrarmos em um acordo.Caso isso nao for possivel de sua parte,entraremos co todos os mesios cabiveis e leguais de acordo com a justiça, para que esse problema seja resolvido

agradecemos sua atenção

danty thuan bitencourt
______________________
Departamento De administração

Exemplo de Requerimento

Ao Departamento de Transporte de Severínia

Mateus Serrano Carmona, residente nesta cidade,portador do RG 123456789, venho a solicitar um ônibus para fazer uma visita ao Senac de Barretos no dia 27 de setembro de 2009.

Desde já grato por sua compreensão.

 

Assinatura

Severínia,11de setembro de 2009

Exemplo de Declaração

Mateus Serrano Carmona, portador do RG 123456789 residente na rua João Ataide Flores,230,em São Paulo,gerente do departamento pessoal Bradesco S.A,empresa sediada na AV. Novo Jardim,35941,na mesma cidade,declaro que o Sr. Luan Henrique Pereira, portador do RG 987654321 residente na rua João Vargas Cotia,300,São Paulo, é empregado neste departamento, exercendo a função de administrador, recebendo a quantia no valor de R$2.000,00 por mês.

 

São Paulo,11 de setembro de 2009

Mateus Serrano Carmona

EcoEficiência… Eco o que?

De acordo com organização internacional Conselho Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável (sigla em inglês: WBCSD), a “EcoEficiência é alcançada mediante o fornecimento de bens e serviços a preços competitivos que satisfaçam as necessidades humanas e tragam qualidade de vida, ao mesmo tempo em que reduz progressivamente o impacto ambiental e o consumo de recursos ao longo do ciclo de vida, a um nível, no mínimo, equivalente à capacidade de sustentação estimada da Terra”.

Este conceito descreve uma visão para a produção de bens e serviços que possuam valor econômico enquanto, ao mesmo tempo, reduz os impactos ecológicos da produção. Em outras palavras, “ecoeficiência significa produzir mais com menos”.

A diminuição destes impactos ambientais, através da redução da entrada de materiais (recursos naturais, água, ar e energia) por unidade de produção, transforma-se em um significativo aumento da produtividade, por que o uso mais produtivo dos recursos faz as empresas mais competitivas, criando, na prática, uma ligação entre a liderança ambiental e a viabilidade econômica.

Conforme o WBCSD, os sete elementos básicos para as empresas operarem com práticas ecoeficientes, são:

1. Redução da intensidade de material utilizado nos bens e serviços

2. Redução da intensidade de energia utilizada nos bens e serviços

3. Redução da dispersão de qualquer tipo de material tóxico

4. Apoio à reciclagem

5. Maximização do uso sustentável dos recursos naturais

6. Extensão da durabilidade dos produtos

7. Aumento do nível de bens e serviços

Algumas empresas já estão adotando princípios e práticas de EcoEficiência: integrando a excelência ambiental em sua filosofia corporativa; definindo metas para melhorar a performance, ao mesmo tempo que introduzem sistemas para auditá-las; assumindo responsabilidade pelos seus produtos no seu ciclo de vida completo; sendo inovativa no desenvolvimento de novos processos e produtos; e colocando ênfase em prevenir a poluição, ao invés de pagar para limpar.

Um dos maiores exemplos de empresa ecoeficiente é a Ambev e estes são os benefícios que ela obtém por praticar a EcoEficiência:

. Redução de custos devido à otimização do uso de recursos e da redução de capital destinado à infra-estrutura

. Minimização do dano ambiental pela redução dos riscos e responsabilidades derivadas

. Melhoria nas condições de segurança e saúde ocupacional

. Maior eficiência e competitividade, favorecendo a inovação

. Melhoria da imagem e aumento da confiança das partes interessadas (Stakeholder)

. Melhor relacionamento com os órgãos ambientais, com a comunidade do entorno e a mídia

. Aumento da reputação corporativa, fortalecimento da cidadania empresarial e melhoria dos resultados financeiros

 

          By:Danty

ENERGIA EMPRESARIAL E LIDERANÇA

A ENERGIA JÁ LÁ ESTÁ …Segundo as leis da física, toda massa possui armazenada em si uma enorme quantidade de energia. Tal como na natureza , as organizações possuem em si uma grande quantidade de energia armazenada , energia empresarial, que está apenas à espera de ser despertada.  

A energia empresarial é despertada quando as pessoas envolvidas na organização agem segundo valores éticos, correm riscos e vão ao encontro de desafios, dá-lhes vitalidade e vontade de vencer, faz com que trabalhem com as mãos, a cabeça e o coração. Surge da energia que cada membro da organização tem em si. Neste processo de geração de energia, toda a gente, a todos os níveis, tem que estar envolvida. É verdade que é mais fácil que a energia seja gerada se o ímpeto inicial vier do topo da organização, no entanto nada impede que se gere no meio da organização e depois se origine uma reacção em cadeia.

… Espera ser despertada

No mercado rápido de hoje em dia, as organizações precisam cada vez mais de alguém com capacidade para impulsionar os outros, com capacidade de liderança: de um líder. A capacidade de liderança não é algo místico, é um conjunto de capacidades que pode e deve ser aprendido.

Um lider liberta a energia empresarial, transmite-a à sua equipa e faz sobressair a energia desta. Conhece-se no dia a dia e confirma as suas potencialidades sobre pressão. Quando actua debaixo de fogo, um verdadeiro líder continua a guiar-se pelos valores em que acredita e que o ajudaram(e ajudam) a libertar a energia na sua organização.

Os valores são, aliás, essenciais na criação da energia empresarial. Uma das razões da crise de energia empresarial é a decadência da ética no trabalho . Mas antes de poder fazer renascer a ética no trabalho, é necessário que os trabalhadores voltem a sentir prazer ao trabalhar. Devem incentivar-se o interesse e o empenho no trabalho, que aliás são naturais nos membros da organização. Estes devem poder sentir, no seu local de trabalho, a alegria do sucesso pessoal e das conquistas.  É ao líder que cabe ser o catalizador que faz despertar e manter vivo o entusiasmo e o empenho da sua equipa.

” O desafio actual posto às organizações é arranjar maneira de voltar a colocar no local de trabalho o orgulho no trabalho produzido e o espírito inventivo dos trabalhadores “.

A importância do contacto pessoal

Muitas organizações são geridas através de relatórios, no entanto “Utilizar relatórios para gerir uma Organização… é como tentar guiar um carro com as mãos no espelho retrovisor.” Os gestores não podem esconder-se atrás de relatórios e de uma série de níveis de funcionários. Para serem líderes têm que transmitir a energia empresarial às pessoas que trabalham na linha da frente. Estas “são as únicas que poderão transformar a energia empresarial em trabalho útil”.

Esse contacto deve ser, não só com as pessoas da linha da frente, como também com aquelas que são clientes da organização . O contacto directo com estes clientes não só ajuda os gestores a tomar maior consciência do que realmente se passa na sua organização como também é um sinal, para a organização, de que não têm medo de agir.

Os líderes têm que enviar para a sua organização, em qualquer situação, através de acções, sinais consistentes que despertem a energia empresarial. Agir é a única forma de obter a visibilidade que, juntamente com a liderança são essenciais para o sucesso empresarial. “Uma liderança visível poderá encorajar a acção e fornecer a faísca que irá acender a chama da energia empresarial”.

As vitórias e os erros

Um verdadeiro líder têm que acreditar no sucesso da organização e fazer com que esta também acredite. Tem que ser capaz de ver esse sucesso para poder passar essa imagem aos outros, uma vez que será ele que guiará a organização do momento em que está para esse futuro desejado. “Para ter sucesso, terá de tirar as mãos do espelho retrovisor e colocá-las de novo no volante”.

Quando gerada, a energia empresarial  faz com que os empregados sintam alegria no trabalho e queiram contribuir de forma positiva para o futuro da organização, um futuro que conseguem entender, ver e de que se sentem parte. Por isso tornam-se mais criativos. Essa criatividade deve ser olhada não como uma ameaça mas como um fonte de riqueza para a organização. Deve ser incentivada e encorajada. Ainda que as ideiais possam parecer absurdas, o funcionário deve ser escutado com atenção.  

Surgirão muitas ideias, cada uma com o potencial de vir a ser uma fonte de energia. Talvez nem todas resultem. Se isso acontecer é importante que a equipa que as desenvolveu discuta o que aconteceu com as outras, para que o erro se possa tornar semente de sucesso, isto é, para que seja um “erro produtivo”. O importante é que se incentive a criatividade porque, mais tarde ou mais cedo, surgirão boas ideias.

Quando se depara com um problema , a organização deve confiar no seu potencial humano para o resolver , não socumbindo a chamar um estranho para o fazer (síndroma de Zorro).

“Os dirigentes deviam apoiar o talento, a imaginação e a experiência dos seus colaboradores,em vez de os tratar como campónios, condicionados a estarem sentados e aguardar por um homem de máscara que surgirá a cavalo, descendo a colina”.

Administração e Liderança

As oportunidades têm que ser reconhecidas e realizadas: é aqui que é vital uma boa administração – na actuação.

Este quadro contrapõem administração à liderança:

                      ADMINISTRAÇÃO                            LIDERANÇA

                            Finalidades                                Visionamento
                       Direcção ( Centro )                         Energia(Poder)
                Necessidade de realizar        Necessidade de ir para a frente
              Avaliada pelos resultados            Avaliada pelos sentimentos
                             Racional                                         Intuitiva
                       Consciente                                     Inconsciente
                  Maturidade adulta            Criatividade semelhante à infantil
                            Linear                                               Global

                  ?
Os gestores têm manter o contacto com as pessoas da linha da frente porque é principalmente por elas que a opinião do público chega à organização.

“A liderança é necessária não apenas para nos restituir a força pré-recessão, mas também para nos guiar através de um mundo que continuará a mudar cada vez mais depressa: ” A liderança permite à organização manter a sua energia empresarial viva “. Será essa energia que permitirá à organização adaptar-se às constantes flutuações do mercado.

É necessário que haja equilíbrio entre a administração e a liderança . Esse equilíbrio permite leva à energização dos trabalhadores permitindo que este voltem a funcionar como seres humanos.

Tal como a natureza selecciona os animais mais fortes para garantir a sobrevivência dos grupos, também a natureza assegura a sobrevivência dos líderes e dos seus seguidores.

Os Valores

Os verdadeiros dirigentes são capazes de descobrir valores e “uma razão inspirada de ser” para a organização. Estes devem tocar o coração das pessoas e fazer com que estas queiram pertencer. Baseados neles formam uma equipa de trabalho.Será isto que fornecerá a energia que ligará os seguidores ao líder.

Os Sinais

Os sinais são aquilo que prova aos seguidores que os líderes são genuínos. É dando o exemplo que o líder obtem respeito. Por outro lado, porque nas organizações os membros tendem a seguir o comportamento dos líderes, quanto maior for a coerência entre as acções/sinais destes e os valores e visão da empresa que estes defendem, maior será a probabilidade de os seus seguidores conseguirem materializar a imagem mental que o líder lhes transmitiu. A visão do dirigente torna-se assim numa visão partilhada, um sonho partilhado.

Resposta apropriada da liderança

Qualquer organização enfrenta desafios. Quando nela existe um verdadeiro líder os desafios não são evitados, antes são encarados como oportunidades a explorar. Mais, o verdadeiro líder pode encorajar o desafio. O mais importante de tudo é que lhe responda em coerência com a missão e valores da organização. Este é um dos mais fortes sinais que um líder pode enviar. Os seus seguidores mantêm e reforçam a confiança nele e o seu envolvimento na missão e valores da empresa.

A liderança é algo mítico ?

A liderança é algo que pode ser aprendido. Toda a gente nasce com algumas capacidades de liderança, no entanto nem sempre as desenvolve. O líder deve ajudar os restantes gestores a (re)descobrir a “alegria e capacidade lucrativa que advêm de uma utilização consistente das capacidades de liderança.” Como a maioria das ideias criativas nascem no campo, é necessário que também lá existam líderes com capacidades para as trazer à luz do dia.

Para libertar a energia corporativa é necessário liderança e esta exige treino e acção. A criação de energia corporativa exige acção e visibilidade. Por isso tem que agir, ainda que começando por coisas pequenas, para ganhar treino. E vale a pena “a maior compensação de criar energia empresarial é que isso, por sua vez, irá criar mais energia”.

Porque é necessário um líder ?

“Fazer bem as coisa não chega. Agora, também têm que pensar em fazer o adequado.”

 

                               Thiago

 

 

 

 

Ecoeficiência

A ecoeficiência pode ser obtida através da união entre, o fornecimento de bens e serviços qualificados a preços competitivos que satisfaçam as necessidades humanas, e a redução do impacto ambiental e de consumo de recursos naturais.
Ecoeficiência define-se no âmbito da poluição ambiental, e defende que um sistema ecoeficiente é aquele que consegue produzir mais e melhor, com menores recursos e menores resíduos. Para tal, pressupõem-se sete elementos fundamentais para a ecoeficiência:
1. Minimizar a intensidade de materiais dos bens e serviços
2. Minimizar a intensidade energética de bens e serviços
3. Minimizar a dispersão de tóxicos
4. Fomentar a reciclabilidade dos materiais
5. Maximizar a utilização sustentável de recursos renováveis
6. Estender a durabilidade dos produtos
7. Aumentar a intensidade de serviço dos bens e serviços
8. Promover a educação dos consumidores para um uso mais racional dos recursos naturais e energéticos
Exemplos de medidas de ecoeficiência
• Substituir equipamentos convencionais por produtos com fechamento automático ajuda a amenizar o problema de escassez da água
• Optar por formas alternativas de geração de energia.
• Implantar sistema de iluminação automático, reduzindo, gastos supérfluos de luz.
• Substituir lâmpadas convencionais por lâmpadas de baixo consumo.
• Separar os resíduos.
• Resíduos sólidos devem ser reduzidos, reciclados e reutilizados.
• Fazer a compostagem de resíduos orgânico.
• Desenvolver ações sociais, envolvendo a comunidade local e, se possível, expandir os programas à toda a sociedade.
• Políticas de reflorestamento.
Implantar um sistema de gestão ambiental em uma empresa, diminui custos, evita riscos ambientais, gera diferencial competitivo, evita riscos à saúde dos funcionários e clientes, alcança a conformidade legal, reduz a poluição, garante a manutenção de recursos naturais e motiva as pessoas envolvidas a engajarem nas questões ambientais.
Algo que tem sido praticado em muitos hotéis como medida ecoeficiente é o incentivo á reutilização de toalhas e roupas de cama.

Mateus Serrano

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